Juventude, cidadania e doação de sangue

No dia 5 de janeiro de 2013, escrevi esse texto depois de comparecer ao IHENE para doar sangue em nome de Marcus Nery. Hoje, 2 de fevereiro de 2013, fico duplamente feliz em saber, em matéria do Diário de Pernambuco, mais detalhes sobre essa luta contra a leucemia de Marus Nery liderada por sua namorada, Mariana Arnaud – que conheci no dia em que estive no IHENE e que está citada no texto que escrevi.

 

JUVENTUDE, CIDADANIA E DOAÇÃO DE SANGUE

Manhã ensolarada de sábado… fiquei surpresa ao chegar ao Instituto de Hematologia do Recife (IHENE) no dia 5 de janeiro de 2013 para colaborar na campanha de doação de sangue para Marcus Venicius Nery Wanderley, internado no Hospital Português e precisando de 28 bolsas diárias de sangue por um período de 45 dias… Um grupo de jovens, que bem poderia estar aproveitando a linda manhã de sábado, atuava lá como voluntário para agilizar a doação de sangue de pessoas, amigas ou anônimas (como eu), desejosas de colaborar na recuperação da saúde de um jovem de apenas 20 e que luta contra a leucemia.

Pelo menos três motivos podem justificar minha emoção ao entrar no IHNE e encontrar esse grupo de jovens, inclusive Mariana, a namorada de Marcus.  O fato de também ter uma filha que passou, há alguns anos, por um problema grave de saúde e que hoje, graças a Deus, está muito bem, praticamente curada; a emoção de confirmar o que sempre vivenciei na minha história de vida como professora – os jovens são generosos e solidários, independente de classe social: todo mundo ajuda sem distinção de saldo em conta bancária.  Basta uma razão justa e lá estão eles dedicando seu tempo a ajudar a tantas pessoas que necessitam, sejam amigos ou não. Esses dois motivos já seriam suficientes para me deixar feliz, entretanto, havia um outro: confirmei meu otimismo na vida e nas pessoas; ora, nem tudo está perdido nesse nosso país:  enquanto a mídia alardeia tantos atos de violência e desonestidade, enquanto programas televisivos insistem em tornar as pessoas medíocres e esvaziadas de senso crítico e humanidade, um grupo de jovens toma a frente de uma campanha para salvar a vida de um amigo. Nada impede. Nem o medo de sentir dor (não é, Carol?) fez com que muitos jovens que estavam doando pela primeira vez abandonassem a sala de coleta…

Saí do IHENE com a missão cumprida e com o coração feliz.

Professora Ynah de Souza (UFPE, GGE, FACULDADE METROPOLITANA)

Recife, 5 de janeiro de 2013.

Sobre YNAH DE SOUZA NASCIMENTO

Professora de Língua Portuguesa, autora de livros didáticos.
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