O marido é sempre o culpado pelo primeiro amante!

Não, não sou eu que afirmo isso, mas Dostoievski. Explico. Participo de um Confraria de leitura. A cada mês, um livro é escolhido e uma data marcada para a conversa. Já lemos Clarice Lispector, Nélida Pinon, Gabriel Garcia Marques, Mario Vargas Llosa e, agora, Dostoievski – O eterno marido – em uma reunião especial com 34 participantes, que aconteceu no Restaurante CoreTuba nas Rua das Graças, 105, Graças, Recife

Tudo organizado com o maior carinho e dedicação pela Diana Corte Real – nossa (doutora) confreira-mor! E, claro, suas fieis escudeiras: Marleide, Alice e eu.

Algumas reflexões de nossa querida confreira Cici:

Este livro foi impresso em forma de folhetim, publicado em dois fascículos no Diário Aurora, em 1870. O Eterno Marido é um romance-novela polifônico, com forte dose de humorismo, criado pelo grande mestre Dostoviévski. Só existem dois personagens centrais, o marido e o amante.

Conta a história de Alexei Veltchaninov, um bonito senhor de trinta e nove anos, hipocondríaco, que leva a vida esbanjando fortuna. De educação aristocrática, com prestígio na sociedade, está na iminência de receber uma terceira herança, quando Páviel Pavlovitch Trussótzki volta à sua vida, após dez anos. Porém, ele não vem sozinho, traz consigo a filha Liza, que descobre ser filha de Alexei.

Cada posição dos personagens indica valores. Alexei é uma pessoa bem sucedida na vida, prestigiado na sociedade. Páviel é produto de subsolo, classe inferior, e não pertence ao universo de Alexei. Nesse contexto há o choque de visão do mundo. Liza era o triunfo de Páviel na vingança, mas não resiste às doenças e conflitos emocionais. Morre. […]

Leia o que afirma o autor:

“O homem dessa espécie nasce e cresce tão somente para se casar e, após o matrimônio, torna-se de imediato, um complemento da esposa. O principal indício de semelhante marido é certo ornamento. Ele não pode deixar de ser portador de chifres como o sol não pode deixar de iluminar. Ele só não ignora o fato como deve ignorá-los. Existem mulheres que parecem ter nascido para serem esposas infiéis (pág.48)”

Será que o autor está certo?

Algumas fotos do evento para deleite de quem gosta de literatura e boa gastronomia.

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Sobre YNAH DE SOUZA NASCIMENTO

Professora de Língua Portuguesa, autora de livros didáticos.
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Uma resposta para O marido é sempre o culpado pelo primeiro amante!

  1. Monique Marie Lelis Becher disse:

    Olá, amiga.
    Nossa Confraria se enriquece a cada novo encontro. As análises são muito esclarecedoras e genuinas e os autores escolhidos levam-nos a um crescimento cultural significativo. A escolha de Machado é otima e Dom Casmurro é minha obra escolhida.
    Parabéns a todas nós que compomos este mosaico literário. Grande abraço, Monique Becher.

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